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[Parábola]- Os três pedreiros

Uma vez um viajante, percorrendo uma estrada, deparou-se com uma obra em início de construção. Três pedreiros, com suas ferramentas, trabalhavam na fundação do que parecia ser um importante projeto. O viajante, aproximou-se curioso. Perguntou ao primeiro deles o que estava fazendo:

– Estou quebrando pedras, não vê? – expressava no semblante um misto de dor e sofrimento – Estou morrendo de trabalhar, isto aqui é um meio de morte, as minhas costas doem, minhas mãos estão esfoladas eu não suporto mais este trabalho – concluiu.

Mal satisfeito, o viajante dirigiu-se ao segundo pedreiro e repetiu a pergunta.

– Estou ganhando a vida – respondeu – Não posso reclamar, pois foi o emprego que consegui. Estou conformado porque levo o pão de cada dia para minha família.

O viajante queria saber o que seria aquela construção. Perguntou então ao terceiro pedreiro:

– O que está você fazendo?

– Estou construindo uma Catedral!

Três pedreiros, três respostas diferentes para o mesmo trabalho. Cada um manifestou sua própria visão.

Para o primeiro, o serviço significava dor e sofrimento. Um sacrifício que certamente tornava a ação muito mais penosa e lhe fazia mal.

O segundo pedreiro manifestou indiferença. Estava conformado mas não realizado. O trabalho nada lhe significava e ele só o fazia por obrigação.

Já o terceiro pedreiro tinha a consciência da importância do que fazia. Desempenhava a função com orgulho e satisfação. Tinha o sentimento elevado de participar de uma grande realização, o que lhe dava muito mais força e energia. Estava realizado.

Tudo depende da forma como enxergamos as cosias.

Abraço do DON


Parábola: A malandragem do Rei Salomão

Salomão herdou o trono de seu pai, o grande rei de Israel, Davi, ainda jovem, após este ter falecido.

Segundo textos bíblicos e extra-bíblicos, certa noite Salomão teve um sonho diferente, onde Deus lhe perguntou o que queria Dele, e o mesmo pediu sabedoria para governar. Seu desejo foi de tanta humildade que além disso ganhou de brinde todas as riquezas materiais que um homem poderia imaginar.

Ao que tudo consta, Salomão era um Jogador Caro.

E sua história mais famosa é de quando foi procurado por duas mulheres que disputavam a guarda de uma criança se dizendo a verdadeira mãe. Parece que uma delas havia dormido acidentalmente por cima do próprio filho e o asfixiado, e agora queria tomar o filho da outra para si.

Mas como saber qual delas falava a verdade?

Cabia ao Rei tomar  a decisão.

Foi naquele momento em que Salomão foi dotado de extrema malandragem e ordenou ao guarda que partisse o neném em dois com sua espada e desse metade para cada mulher.

Uma delas falou em tom egoísta:

“Isso mesmo! Que a criança não seja nem minha nem dela. Que seja dividida ao meio!” 

Ao mesmo tempo, diante da ameaça de morte da criança, a outra clama:

“Não faça isso pelo amor de Deus!! Dê para ela, mas por favor, não o mate!!”

O rei Salomão deu apenas um leve sorrido e setenciou sem sombra de dúvidas:

“Entreguem o menino à mulher que defendeu a vida dele! Essa é a mãe verdadeira.”

 

Faça como esse sábio Rei, meu camarada.

Use sua criatividade para lidar com as difíceis decisões que tomamos ao longo do nosso caminho.

 

Abraço do DON

 


Parábola: Lidando com seus problemas

Reza a lenda que um monge, próximo de se aposentar, precisava encontrar um sucessor.

Entre seus discípulos, dois já haviam dado mostras de que eram os mais aptos, mas apenas um o poderia.

Para sanar as dúvidas, o mestre lançou um desafio, pondo a sabedoria dos dois à prova: ambos receberiam alguns grãos de feijão, que deveriam colocar dentro dos sapatos, para então empreender a subida de uma grande montanha.

Dia e hora marcado, começa a prova. Nos primeiros quilômetros, um dos discípulos começou a mancar. No meio da subida, parou e tirou os sapatos. As bolhas em seus pés já sangravam, causando imensa dor. Ficou para trás, observando seu oponente sumir de vista.

Prova encerrada, todos de volta ao pé da montanha, para ouvir do monge o óbvio anúncio. Após o festejo, o derrotado aproxima-se e pergunta como é que ele havia conseguido subir e descer com os feijões nos sapatos:
– Antes de colocá-los no sapato, eu os cozinhei.

Carregando feijões, ou problemas, há sempre um jeito mais fácil de levar a vida. Problemas são inevitáveis. Já a duração do sofrimento, é você quem determina.

 

Abraço do DON


Parábola: Experiência

No processo de seleção de uma multinacional, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: ‘Você tem experiência?’

A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e com certeza ele será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia e acima de tudo por sua alma.

Redação Vencedora:

Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar.

Já me queimei brincando com vela.

Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto.

Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.

Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.

Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.

Já passei trote por telefone.

Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.

Já roubei beijo.

Já confundi sentimentos.

Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.

Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro.

Já me cortei fazendo a barba apressado.

Já chorei ouvindo música no ônibus.

Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que eram as mais difíceis de esquecer.

Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas.

Já subi em árvore pra roubar fruta.

Já caí da escada de bunda.

Já fiz juras eternas.

Já escrevi no muro da escola.

Já chorei sentado no chão do banheiro.

Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.

Já corri pra não deixar alguém chorando.

Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.

Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado.

Já me joguei na piscina sem vontade de voltar.

Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios.

Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.

Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso.

Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.

Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.

Já apostei em correr descalço na rua.

Já gritei de felicidade.

Já roubei rosas num enorme jardim.

Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um ‘para sempre’ pela metade.

Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.

Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas…

Tantos momentos fotografados pelas lentes da emoção e guardados num baú, chamado coração.

E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: ‘Qual sua experiência?’ Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência… experiência… Será que ser ‘plantador de sorrisos’ é uma boa experiência? Sonhos!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: Experiência? Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?

 

Abraço do DON


parábola: A paz perfeita

Antigamente, um rei ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de retratar em uma pintura a paz perfeita. Foram muitos os artistas que tentaram. O rei observou todas as pinturas, uma por uma, porém apenas duas despertaram sua atenção.

A primera era um lago muito tranquilo.

Um espelho perfeito onde se refletiam as montanhas que o cercavam. Sobre elas havia um céu muito azul com algumas nuvens brancas. Uma paisagem. Todos os que olharam para esta pintura acreditaram que esta refletia a paz perfeita.

 

 

A segunda pintura também tinha montanhas.

Montanhas escabrosas, sem vegetação alguma. Sobre elas um céu escuro, tempestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com raios e trovões. Montanha abaixo parecia retumbar uma espumosa torrente de água. Esta obra se reveleva nada pacífica. Retratava um cenário sombrio. Pois foi esta que o rei escolheu.

 

Todos ficaram indignados, curiosos em saber o motivo que levou o rei a escolher esta pintura. Um dos presentes se aproximou do rei:

Sua Majestade, não entendo. A outra pintura é tão bela e pacífica e o senhor acredita que esta paisagem sombria representa a paz perfeita?

O rei pediu que o homem observasse a segunda pintura com atenção. Ele se esforçou e notou que, no meio da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda numa rocha. E neste arbusto se encontrava um ninho. E olhando mais atentamente, o homem então percebeu que no meio desta cascata violenta estava um passarinho tranquilamente sentado em seu ninho. Paz perfeita.

O rei então explicou:

– Meu caro, paz não significa estar em um lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho, sem suor e sem dor. Paz quer dizer que, apesar de estar no meio de tudo isto, permanecemos calmos em nosso coração. Esta é a verdadeira paz.

 

Essa parábola pode ser simples de entender, mas colocá-la na prática é um desafio constante jogador.

Abraço do DON


Uma parábola budista

Por acaso você já notou aquelas pessoas que adoram criticar a tudo e a todos?

Caso possua um perfil no facebook, facilmente encontrará esses tipos.

Reclamam dos políticos, mas nunca enviaram a um vereador uma proposta de projeto de lei.

Odeiam o big brother, mas esquecem que ao postar sobre ele, dão atenção e ibope ao mesmo.

Fazem chacota com celebridades, mas soltam fumaça quando são alvos de piada.

Entendo e respeito a liberdade de expressão. É um direito constitucional.

Mas ao mesmo tempo considero um papelão quem apenas critica sem dar soluções.

É o típico caso: quando 1 dedo da mão aponta, 3 se voltam contra o crítico.

Para ilustrar a ideia do artigo de hoje, trago para vocês uma parábola budista: Continue lendo