Arquivo do mês: junho 2012

O que uma mulher como Gabriela tem de errado?

Mujeres, mujeres…

O tempo passa e elas continuam nos intrigando.

Ontem um grande colaborador do MDJC me comentou um pouco sobre esta mini-série da Globo, Gabriela.

Para quem não conhece, trata-se da mais nova regravação baseada no livro de Jorge Amado- ‘Gabriela, cravo e canela’.

Inicialmente, Juliana Paes faz o papel de uma nordestina que foge da seca e vai morar em outra cidade.

Dizem que na novela atual existem algumas diferenças da outra exibida na década de 70, que contou com Sônia Braga como protagonista.

No conto original, Gabriela era uma menina inocente e ao mesmo tempo sensual (ao que tudo consta, Juliana é mais isso do que aquilo na telinha).

Interessante é o fato de a história se passar em meados dos anos 20, numa região/época que sofreu fortes mudanças sócio-economicas, onde se inicou essa nova fase na sexualidade daqueles cidadãos.

Para alguns, os modos sedutores de Gabriela eram fascinantes, enquanto para outros, absolutamente discriminados.

Apesar do romance receber todos os tipos de críticas (que ela está perfeita no papel; que a história não condiz com a do livro; que falta testosterona nos atores, etc…), quero levantar a questão do comportamento da garota.

Até que ponto uma mulher pode ou não ser sexy?

Naquela época e por tempos depois, se você beijasse, era obrigado a casar.

Até mesmo o termo ‘ficar com alguém’ só foi conhecido e aceito pela sociedade nos anos 90, durante minha adolescencia (uhul!!!).

Pelo que ouvi dizer, Gabriela tem facilidade em atrair os homens.

E que mal há nisso??

Quem não gosta de sentir aquela energia sexual te puxando?

Um simples olhar… a forma como mexem no cabelo… dançam… caminham e falam.

É muito esquisito ver caras criticando garotas atraentes.

Não só atraentes como SAFADINHAS.

 

Ela quer usar decote? F***-**!

Ela quer usar mini-saia? F***-**!

Ela está sem calcinha? YEAH!

Ela tem vida sexual ativa? F***-**!

Ela bate foto com o celular se olhando no espelho e fazendo cara de pilantra para postar no facebook? Bom, isso é meio bagaceira, mas F***-**!

 

Cada um é livre para viver como bem entender.

Deixe a represália para os árabes e aquele lance de tampar as mulheres dos pés à cabeça.

O Brasil tem o povo mais caloroso do Mundo!

E caloroso eu digo por atraente, sedutor, charmoso. Uma mistura que deu certo.

 

Mas não… o zé povinho teve que chegar naquela faculdade de SP e fazer coro xingando a tal de Geyse Arruda por causa das pernocas de fora.

Aí o que aconteceu?

Ela ficou famosa no país inteiro, foi para tudo quanto é programa de televisão, ganhou dinheiro pousando nua e olha o que mostrou pra cambada de broxas que a vaiaram:

Bem feito!!!

Deixemos de ser hipócritas.

Povo gosta de uma sacanagem. Os solteiros com as solteiras e os namorados com suas namoradas. Simples!!

Do contrário os motéis já teriam falido ou as revistas masculinas saído das bancas.

 

Agora um momento cultural: foi comprovado cientificamente que toda garota tem uma danadinha dentro de si.

E o papel de um jogador é fazer contato com esse lado delas. Não importa se rindo, falando no ouvido, puxando o cabelo, a desafiando sem pagar pau pra ela, batendo carinhosamente nas ‘nádegas’, por aí vai.

Diversão turma!

 

Elas não querem um cara sem graça e vocês não querem uma mulher fria.

Por isso o jeito sensual – mesmo que inocente – chama a atenção masculina.

Por isso o primeiro olhar confiante e a atitude de puxar assunto de forma relaxada e um pouco provocativa chama tanto a atenção feminina.

Acompanhe o trecho que separei e traduzi deste grande filme para ilustrar tal argumento (é um pouco longo):

 

sexy appeal está nesse conforto com a própria masculinidade/feminilidade.

Só quero ressaltar que o lance considerado errado por mim é você abusar de suas qualidades atraentes para iludir ou enganar alguém. Aí sim ele/ela não vale nada.

Temos graves exemplos de quem mexeu com os sentimentos alheios na má-fé.

Outro alerta que quero dar é o seguinte, você pode seduzir quantas pessoas puder, mas sexo seguro é essencial.

 

No mais, faço minhas as palavras do Dazaranha (a melhor banda da história de Floripa) :

“Vivaa e lambuza que a vida é suaaaa e a luaaa nos reboca pro céuu!!”

Abraço do DON


Análise do JC: “Até quando ter paciência é saudável?”

Olá Don, vi seu blog e virei fã rapaz! (bem vindo ao time nego velho)
Uma das temáticas que mais me chamou atenção foi acerca da reatividade. Cara, estou no PU (*Pick Up, arte que estuda dinâmicas sociais, atração/relacionamentos e auto-conhecimento) desde o início de 2010 e observo que um de seus conceitos antológicos é a questão da reatividade, ou melhor da ênfase de que nenhum Jogador deve sucumbir àquela, sob pena de estragar qualquer interação social. Don, talvez você não concorde, no entanto partindo de uma experiência empírica, pude comprovar (parece óbvio essa comprovação) que as pessoas que desenvolveram ao longo de suas vidas uma personalidade mais forte, e aqui me incluo nisso, estão em desvantagem no que diz respeito a “frear” os seus impulsos reativos. O máximo que elas conseguem é ocultar ou protelar por um tempo a sua reatividade em relação as coisas que elas desaprovam. (paciência é uma virtude realmente difícil de dominar)

Me permita tentar explicar melhor. Eu por exemplo, em um primeiro momento, consegui tornar latente minha impaciência com as atitudes de uma ex-namorada. Foi como se eu não estivesse sendo eu mesmo para agradá-la e assim poder engrenar a relação. Pois bem, eu consegui ainda conter minha reatividade por alguns outros momentos, contudo a minha máscara de Don Corleone caiu e se quebrou no chão, pois a minha personalidade aflorou de vez. E recebi como reação espantosa a seguinte resposta, quando fui uma única vez reativo: “nossa você não era assim”!!! (ser reativo desnecessariamente é uma coisa, engolir atitudes das pessoas que se desaprova apenas para agradar é o mesmo que ativar uma bomba relógio)

Em outras palavras, Don, a reflexão que quero incitar aqui, é: até que ponto pode ser saudável a gente esconder nossa verdadeira personalidade em prol da relação? (essa foi fácil: nunca!)

Até que ponto uma pessoa aguenta não ser reativa sem prejudicar o seu psicológico? (depende)

Será que uma hora a coisa não vai desandar? (da forma que me contou, certamente)

Será que a prerrogativa da “não reatividade” é apenas para o que são desprovidos de uma persona intensa? (com certeza para eles parece ser mais fácil, no entanto, aposto minhas fichas que sofrem em silêncio por não possuírem o dom da argumentação)

Há uma solução para isso? (sim, esse é o nosso negócio)

Ótima dúvida do nosso camarada.

Recebi por e-mail após escrever o artigo sobre ver as coisas de uma forma diferente e publicar o texto daquele autor global quanto à raiva.

(continuem mandando suas dúvidas rapaziada isso enriquece muito o meu trabalho)

Ele quer saber se a calma é uma qualidade que depende do horóscopo.

Veja bem jogador…

Não sei se isso vem com os nosso dna ou do alinhamento das estrelas quando nascemos (que boiolisse né).

Uma coisa é certa: ser impulsivo é sinal de falta de auto-controle, ou seja, uma fraqueza.

E não pense que sou um buda não. Por anos acreditei que gritar e falar alto era a melhor forma de ser respeitado. Definitivamente com o tempo percebi que mesmo quando estamos certos, existem maneiras diferentes de agir.

 

Imagine o sujeito de pavio curto.

Ele está manobrando o carro na garagem e percebe

que para sair, precisa esperar o outro.

Só que esse outro está conversando e não percebeu que tem alguém o esperando manobrar.

Ao invés do motorista 1 baixar o vidro e dizer tipo “psiu, ô camarada, pode dar uma licença aí pra eu passar??” , ele entende a demora como falta de respeito e fala indignado “ô cara, não tá me vendo não, eu sou invisível??”

Inicia-se uma pequena discussão simplesmente porquê ele viu desrespeito onde não existia.

(esse exemplo de fato aconteceu com um conhecido)

Não se trata de nunca reagir às atitudes dos outros, mas sim, saber como e quando fazê-lo.

 

Lembra do vídeo que publiquei sobre o Tom Cruise enfurecido com o repórter que jogou água no seu rosto?

Ali ele teve uma reação sim.

No entanto, ao invés de explodir, xingar, dar um murro, Cruise reagiu com elegância e esmagou o psicológico do engraçadinho.

Grandes líderes têm essa habilidade.

 

Como Nelson Mandela.

Durante toda a sua vida o líder africano sofreu provocações.

No início reagia como guerrilheiro contra a opressão que o governo impunha aos negros em seu país.

Ao ser solto depois de mais de duas décadas na cadeia, Mandela passou a lidar de forma diferente.

De um lado tinha o povo cheio de ódio pelos anos de injustiças ao quais haviam sido expostos. Não entendiam como ele no cargo mais alto (presidente), ao invés de se vingar dos brancos, buscava por direitos iguais a todos.

Do outro, a mídia e a alta sociedade, que duvidavam de suas boas intenções.

Para aqueles ele dizia “meus irmãos e irmãs… eu compartilho de sua dor… mas podemos mudar essa realidade… e apenas extendendo a mão ao nosso inimigo, daremos o exemplo…”

Para esses, “se eu não mudar… como esperar que as pessoas mudem também?”

 

Para cada situação= uma reação.

 

Outro dia a empresa de internet que contrato ficou de configurar meu roteador novo gratuitamente.

Chega no dia seguinte me ligam:

Sr. Thiago, houve um engano, como você já teve um roteador configurado pela empresa. esse agora será cobrado um valor de R$90.”

“Vocês pedem para eu levar até aí e me ligam só agora para cobrar?”

“É que houve uma falha na comunicação interna e alguém achou que era seu primeiro aparelho.”

“Pois é mais fui informado que seria de graça.”

“Qual o nome da pessoa que informou?” (num tom meio agressivo)

“Meu amigo, não tenho que saber o nome de ninguém. Ouçam a conversa gravada e saberão.”

“Agora… graças ao erro de vocês, vou  tomar o prejuízo de ter que pagar essa quantia absurda, ou de ir aí pegar de volta? E quem vai pagar minha gasolina? Porque o tempo que perdi ninguém vai me dar… É isso que vocês fazem com um cliente de 10 anos?”

Falei tudo isso com calma e firmeza.

Resultado: arrumaram de graça.

 

É questão de saber reagir e ter plenas noções dos seus direitos e princípios.

No caso do leitor que enviou a dúvida, ele aceitava comportamentos de sua namorada apenas para não arrumar confusão.

Achou que isso é ser ‘alfa’… a famosa não-reatividade que se diz no Pick Up.

Ceder um pouco é necessário quando estamos num relacionamento.

Mas certas cartas devem ser botadas na mesa. O respeito das pessoas se conquista assim, quando cortamos o mal pela raíz.

Nada de esconder sua personalidade.

Apenas saber expressar  o que se está sentindo, mesmo que seja através de atitudes e não de palavras.

É assim que um Jogador Caro joga.

Do contrário, perderá muitas namoradas e amigos, seja por não saber determinar  limites, seja por guardar desgostos e estourar igual a uma panela de pressão.

 

Abraço do DON

 

“…É que Deus fez a cabeça
Em cima do coração
Para que o sentimento não ultrapasse a razão…”

Zeca Pagodinho


Dica de filme: Perfume de mulher

Um dos maiores clássicos do cinema.

Nosso talentoso ator Al Pacino interpreta o papel de Frank, um tenente-coronel que perdeu a visão nos tempos de guerra e passou a viver amargurado, apenas no embalo do álcool.

Até o dia em que sua filha contrata um estudante para cuidar dele durante o final de semana.

À partir daí começa a ficar nítido o seu poder de liderança, quando usa de persuassão para que o garoto o leve até Nova York.

 

Os motivos da tal viagem você terá que descobrir assistindo.

 

Apesar do estilo agressivo de Frank, gosto muito de ver a forma que ele entra na mente do rapaz.

Extremamente confiante. E apesar de cego, consegue enxergar sempre as situações de forma mais ampla, lembrando até 2 artigos do MDJC:

https://omanualdojogadorcaro.wordpress.com/2011/11/03/o-poder-da-observacao/

https://omanualdojogadorcaro.wordpress.com/2012/06/19/daltonismo-vendo-as-coisas-de-uma-forma-diferente/

 

Como isca para que veja o filme, deixo aqui um pouco do jogo de Frank:

Entendeu do quê estou falando Jogador Caro????

Espera para ver o final então. Rola uma das cenas mais fantásticas que já assisti até hoje.

 

Abraço do DON



Análise do JC: O que fazer com o cupido carente?

“Eu tenho uma grande amiga na faculdade que  me apresentou a uma amiga dela, e logo já começou a rolar um clima e tudo mais. (essa vai pra quem acha errado ter amizades femininas- https://omanualdojogadorcaro.wordpress.com/2011/11/11/pros-e-contras-de-ser-amigo-de-mulher/)

Passado um tempo nós ficamos e resolvemos sair algumas vezes juntose passamos a namorar (estamos já com 2 meses de namoro), até ai tudo certo nosso namoro é ótimo tem o apoio da família e dos amigos tanto por parte dela como da minha parte. (é legal ter esse apoio, mas se não rolasse também, que se exploda. Veja se isso impediu Romeu e Julieta)
Sábado que passou, eu tinha aula na faculdade o dia todo de uma matéria na qual faço sem essa minha amiga, à noite resolvemos sair com ela para fazer algo mais “light”, fomos então jogar poker na casa de um amigo, já tendo avisado que nós não iriamos ficar muito tempo devido ao cansaço que eu apresentava e de que minha namorada precisava acordar cedo no domingo para estudar (ela esta cursando direito, quase se formando), e por volta da 1:30 da manha resolvemos ir embora. (normal)
Segunda feira encontro com essa amiga da minha namorada na faculdade, como estudamos na mesma sala sempre sentamos juntos, ela sentou não falou nada e me ignorou a noite toda. (ih… começou) Como percebi isso fui tentar entender o que estava acontecendo e ela me disse que estava brava comigo e com a minha namorada porque saímos muito cedo e que agora com esse namoro ela não tem mais muito contato com a minha namorada, o engraçado que foi ela mesma que nos apresentou e apoio o nosso namoro. (só o que faltava, o que ela quer, entrar para o namoro também??? Olha que pode ser hein! 😉 

Ela não é contra apenas quer mais tempo com a minha namorada como antes quando ela estava solteira, elas passavam o finde todo juntas, mas as coisas mudaram agora e acredito que bate aquele ciúmes. 
Como eu devo proceder nessa situação Don?
Desde já agradeço o seu tempo por ler isso e aguardo uma resposta se possível. Obrigado.

Aí temos uma moeda com dois lados que merecem atenção.

Num deles estão você e sua namorada numa boa, numa nice, onde ambos devem grandes créditos desse romance ao cupido.

No outro está a garota, que juntou um casal e em troca disso perdeu o convívio com a amiga.

Como já vivi os dois lados dessa história acredito que tenho propriedade para falar.

É o seguinte…

O cupido deve ter bom-senso para entender que quando duas pessoas estão num relacionamento, uma passa a fazer parte da vida da outra. Isso toma tempo, energia, disposição, etc…

Mas nem por isso devem deixá-la 100% de lado.

Provavelmente a bronca não foi por causa do dia da sinuca. Ela já deve estar sentindo a ausência de sua namorada já há algum tempo.

E é sacanagem se isso está acontecendo, porque elas têm uma história juntas.

Amizade verdadeira muitas vezes tem mais valor do que relacionamentos amorosos de curto prazo (não que o de vocês necessariamente tenha).

Sem contar que ao que tudo indica, a garota está meio carente, sem um macho por perto.

Diante desses fatos:

 

1- manda sua namorada dar mais atenção para a garota

2- claro, estabeleça limites para os programas 

3- seja um bom Jogador Caro e apresenta uns amigos novos para ela né!!!!

 

Abraço do DON


Autor de novela da globo escreve sobre raiva

Um leitor muito gente fina do MDJC chamado de Playboy enviou-nos este artigo da revista Época que complementa aquele que postei alguns dias atrás, sobre daltonismo.

Como o Manual está sempre de portas abertas a compartilhar ideias interessantes de outros pessoas, ele é bem vindo.

Abro um parênteses sobre o tema.

Se um amigo seu lhe fecha no trânsito você dá risada certo? Mas um desconhecido merece um tiro ou ser xingado!

Quando você pega uma fila, se não estiver atrasado, tendo um bom cd para ouvir, livro, companhia, fica de boa. Do contrário, a indignação toma conta. Percebe que suas emoções dependem do seu ponto de vista?

Gostei mesmo foi do Neymar ontem após a derrota na libertadores.

Venceu o melhor, estão de parabéns. Agora o Corinthians é o Brasil na final e eu vou torcer por eles“. (se continuar assim vai acabar entrando pro Perfil de um Jogador Caro aqui do blog…)

 

A raiva faz mal. por Walcyr Carrasco 

Uma grande atriz ensaiava uma peça. Por delicadeza, não posso dizer seu nome, mas é uma conhecida estrela de teatro e televisão. Às tantas, ela começou a achar que era boicotada. Não havia motivo. Seu nome era a isca para atrair o público. Os produtores satisfaziam qualquer de seus ai-ais. Aos mais íntimos, ela se lamentava:

 

– O elenco não gosta de mim.
Se entrava no teatro e um grupo se divertia, achava que riam dela. Quando um ator errava o texto de uma réplica, concluía ser proposital. A situação chegou ao clímax quando pediu um cafezinho. Veio morno. Atirou a xícara aos gritos:

 

– Estão me servindo café frio de propósito!

 

Deixou a peça. Foi um prejuízo geral. A produção desistiu da montagem. Os outros atores ficaram sem emprego. Ela perdeu o tempo investido. Pior ainda. Sofreu inutilmente.
Você vai pensar que ela é louca. Não é. Continua fazendo sucesso. Foi dominada pela raiva. E, com a raiva, filtrou as atitudes de seus colegas de elenco, até estourar.

 

Às vezes, também fico uma pilha. Mas tento me controlar. Por exemplo, agora, com a estreia da novela Gabriela, da TV Globo, que escrevo (leia mais na página 143). É um trabalho a que me dediquei muito. É uma dificuldade me controlar. No meu prédio no Rio de Janeiro, é preciso apertar a campainha e esperar o porteiro abrir o portão. Noite dessas, ele demorou alguns minutos. Quase enlouqueci.

 

– Tem de ser demitido! – pensei.

 

Quando seu vulto veio do fundo, disse para mim mesmo:

 

– Será que estou maluco? Ele não tem o direito de ir ao toalete, por exemplo?
Já briguei com muita gente por ninharia. Muitas vezes o profissional só está cumprindo seu trabalho.

 

Não nego que o sentimento de revolta pode ter razão de ser. Um chefe pode levar o funcionário à loucura. Lembro o editor de uma revista em que trabalhei. Entregava o texto da reportagem. Ele percorria os olhos rapidamente. Dizia:

 

– Vamos meditar sobre isso.

 

E saía para jantar. Voltava três horas depois. Esperava, às vezes, até de madrugada. Muitas vezes, quando voltava, mais tarde, dava um bocejo e decidia:

 

– Vou ler amanhã.

 

Eu ficava com cara de bobo, exausto, a noite perdida.
Muitas vezes tive vontade de atirar os textos na cara dele. Sair na briga, porque aquilo era humilhação. Uma inútil demonstração de poder, como muitos chefes gostam de fazer.
Tomei atitude melhor. Encontrei outro emprego e pedi demissão. Se me deixasse levar pela raiva, o que teria sido de minha carreira?

 

O prejuízo que a raiva pode causar é gigantesco.
Impossível deixar de sentir, mas posso administrá-la. Estes dias encontrei um livro que me botou para pensar. Chama-se A vaca no estacionamento, de Leonard Scheff e Susan Edmiston. Sua premissa é a seguinte: “Você está num estacionamento lotado, atrasado para um compromisso. Quando finalmente encontra um lugar para deixar o carro, surge um motorista que descaradamente entra na sua frente e rouba sua vaga. Antes de se deixar dominar pela raiva, pense se, em vez de um carro, fosse uma vaca ocupando sua vaga. Você sentiria tanta raiva dela quanto do motorista?”.
É um modo zen de ver a vida. Útil para quem tem gênio forte como eu. Tive uma coleção de vasos de cristal. Todos foram sendo quebrados pelas minhas empregadas. Cada um por um motivo: “O aspirador enrolou nele”; “A vassoura bateu na mesa”.

 

O último foi um vaso branco, translúcido, comprado na Itália. Uma obra de arte que gostava de admirar. Apareceu com a borda quebrada.

 

– Fui lavar e bateu na torneira da pia.

 

Vi vermelho. Não sobrou nenhum da coleção! Minha vontade era de não sei o quê. Meus olhos soltavam fogo, e a moça até deu dois passos para trás, assustada. Respirei fundo. E me controlei.
O prejuízo que ela causa é gigantesco. Impossível deixar de senti-la, mas é possível administrá-la 
Só voltarei a comprar vasos quando tiver um móvel onde possa trancá-los. E tempo para eu mesmo cuidar deles.

 

Já vi ex-marido detonando a mulher para os amigos e até para a família dela. Pior é quando usam os filhos para expressar sua raiva. A mulher faz a cabeça das crianças contra a nova namorada do papai. O homem usa os filhos para vigiar a mãe. Resolve?
Tanta raiva só ajuda pais de santo que fazem trabalhos em encruzilhadas para separar alguém de alguém a pedido de outro alguém.E descontar a raiva num objeto, de que serve? O celular não funciona. Atira-se pela janela. O computador dá problema. Leva um murro. É só ridículo.Diz um ditado tibetano: “Usar a raiva para resolver um problema é como pegar um carvão em brasa para atirar em outra pessoa”.  

 


Parábola: Mentira tem perna curta

Reza a lenda que o fato narrado abaixo é real.

Na véspera de uma prova, 4 alunos resolveram chutar o balde: iriam viajar. Faltaram a prova e então resolveram dar um “jeitinho”.

Voltaram à faculdade na terça, sendo que a prova havia ocorrido na segunda. Então dirigiram-se ao professor:

– Professor, fomos viajar, o pneu furou, não conseguimos consertá-lo, tivemos mil problemas e por conta disso tudo nos atrasamos, mas gostaríamos de fazer a prova.

O professor, sempre compreensivo:

– Claro, vocês podem fazer a prova hoje a tarde, após o almoço.

– E assim foi feito. Os rapazes correram para casa e se racharam de tanto estudar, na medida do possível. Na hora da prova, o professor colocou cada aluno em uma sala diferente e entregou a prova:

Primeira pergunta, valendo 1 ponto: algo sobre a Lei de Ohm.

Os quatro ficaram contentes pois haviam lido sobre o assunto. Pensaram que a prova seria muito fácil e que haviam conseguido se “dar bem”.

Segunda pergunta, valendo 9 pontos: “Qual pneu furou?”

 

É jogadores… mentira tem perna curta.

Abraço do DON


Daltonismo- vendo as coisas de uma forma diferente

Desde meus tempos de guri (como falam lá nos pampas gaúchos) eu nunca entendi bem o lance das cores.

Qual era o marrom, verde isso, verde aquilo, roxo.

Achava que por algum motivo eu não conseguia decorar o nome dos giz de cera na escolinha.

Até que uns anos atrás meu oftamologista fez diversos testes comigo e o diagnóstico veio à tona: sou 100% daltônico.

Para quem não conhece o conceito, consultemos o tio Wikipédia:

“O daltonismo (também chamado de discromatopsia ou discromopsia) é uma perturbação da percepção visual onde se vê várias cores caracterizada pela incapacidade de diferenciar todas ou algumas cores, manifestando-se muitas vezes pela dificuldade em distinguir o verde do vermelho […]

Foi um prato cheio para alguns amigos tirarem aquele sarro básico da minha cara.

“Ô Dalton, pega aquela camisa verde ali pra mim”.

Para falar a verdade isso me atrapalha muito pouco.

Jogando futebol talvez – tanto no playstation quanto ao vivo – se tiver verde e vermelho, pode ter certeza que vou tocar a bola pro adversário, parafraseando Chaves: sem querer querendo.

 

Mas o fenômeno ocular não é o objeto deste artigo.

Convido você a ver as coisas de outra forma, outro ponto de vista, assim como vejo as cores diferentes com o daltonismo.

Falo de enxergar o cotidiano a partir de outros ângulos.

Lembra daquela tiazinha da última parábola? A que tinha a decisão de ser feliz independente do que acontecesse?

É por aí…

Um dos fatores que caracteriza o Jogador Caro é  observar as situações diárias diferente do senso comum.

 

Hoje de manhã por exemplo.

Ao adentrar numa avenida principal, fiz um fusca que já transitava ali aguardar cerca de 5 segundos para que eu pegasse a pista contrária.

Foi o suficiente para o cidadão parar quase batendo na minha porta, me olhar com todo o ódio do mundo e falar palavras não tão agradáveis para mim.

Caramba…

Além de ser meio cedo para tanto ódio (7:30), o cara ia ter que parar de qualquer jeito no sinal vermelho que estava logo adiante. Pra que tanta ignorância? E se todos pensassem como nosso amigo?

Naquele momento me passou tudo isso pela cabeça e uma grande vontade berrar:

É por causa de babaca igual a tu que o país não vai pra frente!!!

Mas e aí? Começar um bate boca? Uma briga? Qual seria o objetivo? Será que ele ia aprender assim?

Simplesmente não fui reativo à falta de cidadania/humildade/bom-senso do sujeito e segui meu caminho, pois nada podia ser feito.

Tudo depende de como você analisa em fração de segundos o que está acontecendo e poderá acontecer depois de suas atitudes.

 

Agora outra cena interessante.

Mais tarde, cheguei na garagem do meu prédio quando um vizinho estava para sair.

Mandei aquele “bom dia!”. E ele? Bom… e ele, nada.

Já não é a primeira vez que faz isso.

Eu, morador há 20 anos daqui, sendo o maior gente fina, enquanto o engomadinho que se mudou agora me deixa no vácuo mais uma vez…

É impressão minha ou as pessoas estão meio esquisitas atualmente?

Parece até que a palavra “gentileza” está banida do nosso dicionário.

O ponto é que vejo o brabinho do trânsito e penso “que cara perturbado…deixa ele”; diante da arrogância do meu vizinho, “ai ai, que cara esquisito… deixa ele”.

Pura malandragem de não ser reativo às atitudes feias dos outros.

 

Outro jeito de lidar com o dia-a-dia como um Jogador Caro daltônico é enxergar oportunidades onde os demais nem imaginam existir.

Um amigo meu encontrou o carro batido no estacionamento da praia. Por sorte, a garota que foi a culpada deixou o telefone com um flanelinha, que depois entregou para nós.

Resultado: ao invés de ficar mal humorado, meu camarada falou com ela no maior astral. Ao se encontrarem ele percebeu uma oportunidade de xaveco e a convidou pra sair. E aí… se você está se perguntando se rolou um lance entre os dois, digo mais: CASARAM!

 

Agora, imagine a seguinte situação:

Vocês estão numa festinha na casa de um amigo e tem essa gatinha que só fica tirando onda contigo.

Toda hora ela pega no seu pé.

Caras normais simplesmente ficam sem entender qual é a dela.

Se explicam demais diante de cada brincadeira ou tentam devolver na mesma moeda, por vezes, sendo meio agressivos.

O Jogador não.

Ele vê de forma mais ampla. Sabe que pode ser um grande indicador de interesse da garota.

Por isso também brinca com ela, provoca e manda respostas criativas. Até chegar o momento certo do “enquadro”.

 

Ver diferente não é só um hábito, é uma arte.

Grandes histórias, personalidades memoráveis, invenções, descobertas, tudo isso surge porquê alguém vê ou viu as coisas de forma diferenciada.

E nessas horas eu pergunto: o que é melhor, ser diferente ou ser comum?

 

Abraço do DON

(Queremos saber sua opinião, comenta aí! É nos comentários que aprofundamos o tema, novas ideias surgem, e o Manual ganha VIDA!)


Perfil de um Jogador Caro: Zyzz

Quando um leitor do blog, nosso camarada Leonardo, sugeriu que eu analisasse o perfil de Zyzz, minha impressão sobre esse cara foi tipo “Que po** é essa???”.

Para mim era mais alguém cheio de vaidade, um bombado narcisista que via na própria aparência motivo de orgulho e superioridade.

Ao conhecer melhor sua história percebi… como é feio o que fiz. Julgar um livro pela capa.

Zyzz definitivamente se enquadra no perfil de um Jogador Caro!!!

Começando pela coragem em assumir que não era contente com algo em sua vida e que tinha condições de mudar isso: sua magreza.

 

Os tempos de escola foram duros para o russo Aziz Sergeyevich Shavershian.

Criado na Austrália, Zyzz vivia a decepção de seu físico.

Considerado o cara mais magro da sala, constantemente percebia que os alunos mais fortes tinham presença, respeito e mulheres em suas vidas.

Sem demora decidiu que iria mudar aquela realidade, principalmente ao perceber que seu irmão já tinha bons resultados fazendo musculação.

 

Como todo jogador que deseja evoluir num objetivo, Zyzz traçou seu plano.

-Pegou referências para se inspirar: Arnold Schwarzenegger e Frank Zane, ambos fisiculturistas;

-Adquiriu conhecimento: sobre nutricionismo e treino;

-Praticou constantemente.

Se você quiser atingir uma meta, digamos que a fórmula acima é o caminho.

 

Segundo consta, Zyzz levou meses e meses apenas para entender 100% seu projeto (perceba que grandes sonhos não se realizam da noite para o dia).

Passados 4 anos de esforço e dedicação o cara chegou lá.

Músculos e mulheres.

Porém, ainda existe um outro fator que o levou às suas conquistas amorosas e à admiração de milhares de pessoas ao redor do mundo: sua PERSONALIDADE! (o próprio afirmou que adorava fazer um estereótipo de fortão temido e em seguida brincava igual a uma criança, e provavelmente era por isso que tinha tantos fãs)

Muitos o consideram um tipo de Deus até hoje.

Se liga no senso de humor do cara:

Sério, eu ri alto com esse vídeo.

Zyzz tinha uma energia muito contagiante.

O tipo de sujeito que vive a vida de forma espontânea, lembrando a qualidade que toda criança possui.

(você verá mais no final do texto)

 

Noto que sua auto-estima era completa. Por isso a impressão de “foda-se” em todas as atitudes que tomava.

Primeiro porque atingiu o objetivo estético, fato que deve ter criado uma sensação de “tive uma meta e a alcancei” somado à “agora me acho bonito”.

Depois, Zyzz tinha uma paixão, um esporte que amava e fazia completamente parte da vida dele.

Pessoas assim ficam mais atraentes de forma natural.

 

Numa entrevista, ele disse que sua motivação inicial era a aparência e as mulheres.

Mas com o passar do tempo o simples fato de puxar ferro e ter uma nutrição balanceada o deixava realizado física/mentalmente.

Como tinha o costume de postar diversos vídeos dançando igual um pirado, mostrando seus músculos ou falando a primeira coisa que viesse na cabeça (às vezes dava uns bola fora, normal), volta e meia surgia alguém para criticar. Aí Zyzz fez este motivador que revelava suas boas intenções:

 

Depois de lançar o próprio livro sobre musculação e uma marca de suplementos, infelizmente, como parece ser tradição dos Jogadores Caros que apresentamos aqui no blog, Zyzz faleceu com apenas 22 anos de idade por motivos cardio-vasculares (coração).

Dizem que era um problema comum em sua família, tanto que o próprio pai era médico nessa área.

Talvez você esteja pensando que ele tomava anabolizantes e essa foi a causa, ou quem sabe, talvez o uso de algumas drogas durante as fortes baladas que curtia.

Não sei.

De acordo com minhas pesquisas, Zyzz tinha uma alimentação super-regrada (7 refeições por dia), só tomava água e chá-verde, sem fast-foods, doces, usava diversos tipos de suplementos, o que demonstra grande preocupação com a própria saúde.

Tanto que seu físico era considerado por muitos especialistas em fitness como praticamente perfeito.

Mas, na boa… deixemos o julgamento de suas supostas falhas de lado.

Importa é que sua determinação em melhorar o corpo (sua vida amorosa e também sua auto-estima) motiva uma quantidade absurda de pessoas até agora, além do fantástico senso-de-humor que nos lembra de curtir cada momento dos nossos dias.

Descanse em paz sick count, mirim, brah!

 

“Estou triste em anunciar que terminei oficialmente com os treinos, festas, e com ser “Zyzz”. Quero mover minha vida em outras direções e me achar longe deste estilo de vida sem substância, de pessoas e garotas que se eu não parecesse como sou agora, não me dariam um segundo de seus dias… Hora de voltar aos estudos, existe mais coisa na vida fora festar” 

Zyzz escrevou isso no facebook em 1 de abril de 2011 (dia da mentira), pregando uma peça na galera, pois ele não tinha nada que estudar, simplesmente amava seu estilo de vida.

 

“Bomba sua música favorita, visualiza seus objetivos em sua cabeça, elimina toda a negatividade em sua mente e vai com tudo.”

Caramba, essas dicas dele me lembram muito o que fazer quando quero acertar um manobrão no surf.

 

“Obcecado é a palavra que o preguiçoso usa para descrever o dedicado.”

 

fontes: perfil do Zyzz no facebook (https://www.facebook.com/zyzzthetics)

e http://www.simplyshredded.com/exclusive-zyzz-interview.html

 


Dia dos namorados e alguns fatos

Passado o dia em que muitos festejaram o amor e outros lamentaram a sua falta, o MDJC apresenta fatos interessantes decorrentes desta data.

Começamos pelo maior destaque: facebook.

“Por que eu te amo? Bom, desde aquele dia blá blá blá….”

“Essa é a minha rainha!”

“Meu thuco, fofo, trálálá”

O que é isso?

Estão se declarando para a pessoa ou para uma plateia???

Sério, sério?

Devem achar que estavam  tipo nos filmes da sessão da tarde em que o sujeito explana seu amor em frente a um estádio de basebol lotado.

Gostaria de ver quantos desses apaixonados facebookianos realmente surpreenderam seu parceiro ou tiveram um momento especial à sós.

Sinceramente, se você quis atingir uma ex-peguete ou ex-namorada, talvez até tenha dado resultado. Do contrário, pura banalidade (salvo raras exceções).

 

Depois vêm aquelas solteiras que tiveram crise de carência.

Ficaram se lamentando com as amigas…

Ou sozinhas comendo chocolate e assistindo à titanic com os olhos cheios d’água.

Indignadas com os pombinhos do facebook, postaram coisas do tipo “antes só do que mal acompanhada!!!!”

Ué?

Na balada elas se acham a última bolacha do pacote. Fazem até cara de nojo quando algum jogador apenas tenta puxar assunto…

Foi lá e trocou o carinha sangue bom que estava ficando para curtir apenas uma noite com o bad boy.

Agora culpa o mundo por estar sozinha!

O mais engraçado nesses casos é que algumas ficam apavoradas com a suposta solidão desta data e correm para que alguma amizade colorida aqueça seu coraçãozinho.

 

Complicado mesmo é a situação dos “ficantes”.

Aqueles que estão de rolo há mais ou menos 1, 2 meses.

Aí chega o maldito dia dos namorados.

Vix!!!!!

“Saio com ela? “

“Peço em namoro?”

“Nem ligo?”

Essas dúvidas tiraram o sono de muita gente anteontem.

Teve o cidadão que já estava na intenção e aproveitou a oportunidade para tentar firmar o compromisso, mas a garota não quis.

Da mesma forma, ficaram na vontade várias senhoritas esperando a proposta que não veio nunca.

 

Imagina então para quem decidiu levar sua gata no lugar mais manjado de todos, o MOTEL?

No mínimo pegou uma fila danada, no máximo, desistiu!

Poucos não devem ter sido aqueles que no fogo da atração começaram o rock’n’roll por ali mesmo e o jeito foi acabar no acostamento.

 

Constatações à parte, o MDJC espera que todos os namorados se amem em qualquer data do ano além do dia 12/6, e em qualquer lugar fora o facebook.

Quanto aos solteiros, esperamos que valorizem e curtam a pessoa mais importante do mundo: vocês mesmos. O resto é consequência.

 

Abraço do DON


Tom Cruise mostra o que é ser um Jogador Caro

Buenas!!

Se você já conhece nosso estilo então sabe que o foco do Manual do Jogador Caro é a evolução pessoal.

Trago aqui histórias de pessoas que se destacam por algum motivo…

Parábolas que nos ensinam grandes lições…

Filmes, músicas, dúvidas, ideias, ou qualquer coisa que adicione algo para nosso dia.

Hoje quero mostrar um vídeo simples mas que passa muita coisa.

 

 

Tom Cruise está na maior simpatia falando sobre algum de seus filmes quando de repente o repórter (que na verdade fazia parte de um programa de piadas) lança um jato de água direto na face dele.

Nos primeiros instantes, Cruise até ia levar na brincadeira, provavelmente por ter bom-humor e ser um cara que daria risada disso se estivesse entre amigos.

Mas não era o caso.

Ele estava trabalhando, divulgando seu filme num grande evento.

É aí que começa sua grande jogada.

 

Ao invés de baixar o nível, xingar o palhaço, berrar, chamar o segurança, não.

Simplesmente mantém uma energia tranquila e pergunta:

Por que você fez isso?”

O puxa para mais perto como quem quer falar de homem para homem e continua perguntando:

“Por que você fez isso?”

Nessa hora o mal-educado dá alguma resposta chula que não convence.

“Por que você fez isso? O que tem de engraçado nisso?”

Com muita calma, Tom continua:

“Foi ridículo! Você gosta de tirar onda com a cara das pessoas.”

O sujeito sente vergonha e dá mais explicações até que alguém vai limpar o rosto de Cruise, ele tenta sair de fininho mas o Jogador Caro não está satisfeito e o chama:

“Ei, ei, não não… não sai correndo. Isso foi incrivelmente rude. Estou aqui lhe dando uma entrevista, respondendo às suas perguntas e você faz uma coisa realmente nojenta. Você é um IMBECIL. Você é um imbecil (yeahhhhhhh).

E fica olhando bem nos olhos do ofensor, até ele sair com a moral lá no chão.

Em seguida Cruise já sorri para os fãs que o elogiam, agradece, e segue seu caminho na maior elegância.

 

-Primeiro de tudo que ele não foi REATIVO de forma descontrolada ou impulsiva.

-Se prestar atenção verá que não foram bem as palavras que ele usou, mas toda a calma, a linguagem corporal, contato visual, o tempo em que demorava para falar, que fizeram a diferença.

-O fato de estar na frente de vários fãs e câmeras definitivamente não o fez perder a linha. Muitas pessoas teriam sentindo a sua “imagem” danificada perante à isso tudo. Mas Tom Cruise tem um ego saudável, forte. Foi como se estivessem apenas os dois ali.

-Ele foi assertivo, colocou as cartas na mesa, falou com rigidez o que achava da atitude do engraçadinho mas sem faltar com o respeito, tendo completa noção de seus princípios e direitos.

 

Considero que seguiu um comportamento que tanto os samurais quanto até Nessahan Alita fala em suas obras, qual seja, não pegou a energia do outro, teve uma energia mais forte (e positiva), que por consequência acabou devolvendo tudo ao ofensor.

 

E aí, o que acharam da atitude alfa dele?

Abraço do DON