Fa………
F…. Fa……..
Fal…….
FALA RAPAZIADA!!!!!!
Já pensou como é a vida de um gago?
Claro que minha amostra não foi tão verdadeira, já que nunca ouvi falar de gagos na escrita.
Mas se quiser conhecer uma história verídica e interessante sobre gagueira, indico o excelente filme
“O Discurso do Rei“.
Contudo, o artigo de hoje não é apenas uma simples indicação para pegar na locadora.
É sobre o perfil do sujeito da direita da foto, que trabalha como coaching do Rei da Inglaterra com o objetivo de ajudá-lo a superar tal limitação na fala.
(E já que sou envolvido com consultoria pessoal, simplesmente me amarro nesse filme!)
Fiquei realmente surpreendido ao observar a forma como o mesmo lidou com Sua Majestade.
O Rei – que no início do filme ainda é Príncipe – sofre mais do que a maioria dos gagos, devido à obrigação política de falar para grandes públicos.
Se um gago já trava numa simples conversa, imagine num discurso.
Depois de passar por diversos especialistas sem êxito ele é forçado pela sua mulher a visitar este último.
Uma tarefa complicada para o fonoaudiólogo Lionel (que não tinha formação médica, era apenas um ator que entendia do assunto), já que o Rei mostra ser alguém muito orgulhoso, egocêntrico e um tanto quanto arrogante.
É aí que surge sua habilidade em treinar (coaching).
Ao conversarem pela primeira vez, Lionel já estabelece que vai tratar seu o membro da realeza sem cordialidades, secretamente buscando uma intimidade entre os dois. Apenas dessa forma, com confiança e humildade, chegarão à evolução.
Com muito jogo de cintura, sem ser reativo à prepotência do gago, o treinador faz com que ele leia um poema ao mesmo tempo em que coloca música nos fones de ouvido para que não escutasse a própria voz.
Resultado: mesmo saindo chamando aquilo tudo de besteira e desdenhando a atividade, mais tarde decide ouvir a gravação e fica maravilhado. Sua gagueira havia sumido por alguns instantes.
Consequentemente, retorna ao consultório e contrata de vez os serviços, mas ainda de forma orgulhosa, afirmando que não admitiria truques novamente, apenas exercícios mecânicos . Mesmo sabendo que o problema não estava na língua e sim na mente do Rei, o Dr. não discute. Faz exatamente o que o teimoso mandou e deixa os fatos mostrarem a verdade por si só.
Que maneira de provar um ponto hein?
No desenrolar da história os dois vão fortalecendo uma amizade, sempre num tom irônico, ambos demostrando humor interessante.
É por esse caminho cheio de compreensão do lado do treinador que as verdadeiras causas da gagueira surgem.
Resumindo, o Rei sofreu maus tratos de uma babá; correções forçadas e dolorosas para escrever com a mão direita ao invés da esquerda, também para endireitar os joelhos; somando ao seu irmão babaca e o pai que não soube educar, deu no que deu. Um ga-ga-ga-ga-ga-go cheio de inseguranças.
O mais incrível é que mesmo diante das leves ofensas, o treinador continua sendo exímio observador e nota que o Rei fala sem dificuldades quando canta ou está indignado e põe para fora sua raiva, instigando-o a fazer sempre isso.
Até que em certo momento Vossa Majestade extrapola e menospreza a pessoa do Dr., assim como sua criação e família.
E mesmo ali…. mesmo diante da mais pura ingratidão, o sábio treinador não reage, somente se retira. Na verdade, até procura o ofensor posteriormente, que o ignora.
De qualquer forma eles retornam ao treinamento e à amizade após o Rei se desculpar devidamente, até que o filme chega ao seu grande final.
Com certeza a força de vontade do Rei gago em driblar seu obstáculo surpreende e estimula qualquer um que assiste.
Mas para lhe ser sincero, esse Doutor… que mesmo sem nenhuma qualificação profissional de médico ou psicólogo… conseguiu despertar o que aquele sujeito tinha de melhor… ele me fascina com sua não reatividade, humildade, cadência e sabedoria.
Sei bem como é treinar difíceis personalidades para que atinjam seus objetivos.
Abraço do DON
Falando nisso, as portas do coaching do Manual do Jogador Caro estão abertas para você, garanta agora mesmo sua vaga!






















